Governo quer acabar com a regra que proíbe juntar salário e reforma antecipada

Proposta dos patrões aceite pelo executivo num esforço para travar a greve geral.

O Governo aceitou a proposta da Confederação Empresarial de Portugal de eliminar a regra que proíbe juntar reforma antecipada e salário.

Atualmente a regra em vigor e que poderá ser mudada impede quem se reforma antecipadamente de trabalhar na empresa onde estava por um período de três anos.

A proposta dos patrões e aceite pelo executivo é avançada este domingo pelo jornal Público e é vista como uma medida para tentar travar a greve geral de 11 de dezembro.

A somar a isto, na proposta enviada à central sindical UGT, são repostos os três dias de férias extra devido à assiduidade, a eliminação da simplificação dos despedimentos nas médias empresas deixa de fazer parte do projeto de reforma laboral e as 40 horas de formação profissional voltam a estar em cima da mesa. 

A UGT fala em avanços que não são “significativos” e ameaça com dois dias de greve geral.