Depressão Francis provocou 112 ocorrências na Madeira

Não há vítimas a registar.

O Serviço Regional da Proteção Civil da Madeira (SRPC) anunciou que a depressão Francis que assolou o arquipélago desde a noite de 31 de dezembro até sábado ocasionou um total de 112 ocorrências, sem registo de vítimas.

Na informação colocada na sua página oficial, o SRPC faz o balanço do estado de prontidão especial decorrente das condições meteorológicas adversas, que decorreu nesta região entre a 20:00 de quarta-feira e as 20:00 de hoje, indicando o envolvimento de 263 operacionais e 121 meios técnicos, tendo estado em prontidão 381 elementos de diversas forças entidades policiais e civis.

Segundo a Proteção Civil regional, foram registadas 35 quedas de árvores, 31 movimentos de massas, 12 situações de sinalização de perigo, nove quedas de redes elétricas, sete quedas de elementos e o mesmo número de remoções de elementos em perigo de queda, além de quedas de elementos (7), desabamentos (6) e quedas de estruturas temporárias (3).

Na informação, a entidade adiantou que o concelho do Funchal foi o mais afetado com 28 ocorrências, seguindo-se na lista os municípios de Santa Cruz e de Machico (19), Santana (10), Câmara de Lobos e Calheta (9), Ponta do Sol (7), Porto Moniz e São Vicente (2) que foram "prontamente resolvidas no patamar municipal".

Apesar da melhoria das condições meteorológicas, a capitania do Porto do Funchal prolongou mais uma vez os avisos de agitação marítima e vento fortes para a orla costeiros mais oito horas, até às 16:00 de domingo.

Com base nas previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a capitania apontou que o vento vai soprar "muito fresco a forte, diminuído para fresco a muito fresco a partir do meio da manhã, rodando gradualmente para norte a partir do final da manhã", variando entre os 31 e os 61 quilómetros por hora.

A autoridade marítima regional acrescentou que a visibilidade no mar vai ser "boa, por vezes fraca".

Quanto à ondulação, na costa norte, as vagas são ser na ordem dos 4,5 metros, diminuindo gradualmente para 2,5 a 3,5 metros, sendo entre os 3 e os 4 metros na parte sul da ilha.

A capitania insistiu nas recomendações a toda a comunidade marítima e à população em geral para os cuidados a ter, tanto na preparação de uma ida para o mar, como quando estão no mar ou em zonas costeiras.