Michael Jackson morreu há dez anos
Suspeitas recentes de abuso sexual mancham efeméride.
O proclamado Rei da Pop, Michael Jackson, morreu a 25 de junho de 2009, há precisamente dez anos. O coração do cantor não resistiu a uma overdose de medicação de anestésicos e tranquilizantes.
A sua morte aos 50 anos de idade causou um alvoroço mediático em todo o mundo que pôde assistir, pela televisão ou através de streaming, à cerimónia fúnebre em direto.
Porém, novas alegações de abusos sexuais a crianças, divulgadas este ano pelo documentário televisivo "Leaving Neverland", mancham a efeméride do cantor.
A influência de Michael Jackson na soul e na pop é inegável, desde tenra idade. Tornou-se rapidamente a maior estrela dos Jackson 5, grupo que deu nova glória à editora Motown ao longo dos anos 70. Mas o estrelato de Michael Jackson era de tal forma aparatoso que a sua figura deixou de caber no formato coletivo dos Jackson 5. A carreira a solo tornou-se a única opção viável, numa discografia temporalmente espaçada mas com obras de impacto histórico como "Off the Wall" (de 1979) ou "Thriller" (de 1982).
O facto de ser autor do álbum mais vendido da história da música ("Thriller", com mais 47 milhões de cópias vendidas em todo o mundo), o feito de se ter tornado o primeiro artista afroamericano a conquistar o airplay da MTV e o golpe de popularização de um movimento de dança de rua como o moonwalk contribuíram para o estatuto de Rei da Pop.
A vida pessoal controversa foi a sombra deste sucesso a grande escala. Desde uma infância reprimida marcada pelo autoritarismo do pai Joe a uma vida enigmática em adulto no seu parque diversões doméstico Neverland, a faceta privada de Michael Jackson sempre despertou grandes interrogações.
