Aeroporto em Alcochete: "Não acredito, espero que o bom senso prevaleça e voltemos ao Montijo"

Líder da confederação de Turismo defende que o Montijo "já estava negociado com o concessionário" e devia ter avançado.

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) lamentou esta quarta-feira que se tenha deixado cair o Montijo como opção para acolher o futuro aeroporto de Lisboa, alertando para o longo período que demorará até Alcochete estar operacional.

“Vamos ver o que é que nos reserva Alcochete em 2000 e… já lhe perdi a conta. Como não acredito, espero que um dia o bom senso prevaleça e voltemos ao Montijo”, afirmou Francisco Calheiros, na Universidade de Verão do PSD.

O empresário apontou mesmo os constrangimentos do maior aeroporto do país como o principal obstáculo ao crescimento do turismo em Portugal.

“Lisboa está completamente entupida e Alcochete serão dez anos. Se nós tínhamos ao lado de Lisboa o Montijo - que não é um campo de tiro, que não é um aquífero - é um aeroporto que já estava negociado com o concessionário e era o único que já tinha uma declaração de impacto ambiental, foi uma pena deixar-se cair isto”, disse.

A decisão da escolha de Alcochete para o futuro aeroporto de Lisboa foi uma das primeiras anunciadas por Luís Montenegro, após tomar posse como primeiro-ministro de um executivo PSD/CDS-PP, em maio de 2025.

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) e o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Armindo Monteiro, foram hoje os oradores de uma conferência sobre economia na 22.ª edição da Universidade de Verão do PSD, uma iniciativa de formação política de jovens.