BE defende que Fernando Alexandre "não tem condições" para continuar ministro
José Manuel Pureza mostrou-se confiante na viabilização da comissão de inquérito aos exames, considerando que pagar horas extraordinárias aos professores não é generosidade mas a lei.
O coordenador bloquista defendeu este sábado que o ministro da Educação está sem condições para continuar e mostrou-se confiante na viabilização da comissão de inquérito aos exames, considerando que pagar horas extraordinárias aos professores não é generosidade mas a lei.
"A direita do nosso país age sempre assim: Lança o caos e depois invoca que existe um caos para impor as suas medidas de privatização, de enfraquecimento do Estado. Olhamos para isto e dizemos que está cada vez mais evidente que Fernando Alexandre não tem condições para continuar a ser ministro da Educação", considerou, em declarações à agência Lusa, o líder do BE, José Manuel Pureza, após a Mesa Nacional do partido.
José Manuel Pureza disse que "Fernando Alexandre entrou a matar do ponto de vista do desmantelamento do Ministério da Educação" e que todo "o caos dos exames" resulta do "deslumbramento muito pacóvio relativamente à digitalização" deste processo.
Para o coordenador do BE "é imprescindível" a comissão parlamentar de inquérito já proposta pelos bloquistas a todo este processo dos exames. José Manuel Pureza disse ter "muita confiança de que haverá uma concordância alargada para que ela seja criada e para que atue de uma forma muito consistente".
"Fernando Alexandre deve esse esclarecimento à democracia e nós esperamos que quando ele comparecer na comissão parlamentar de inquérito já seja ex-ministro da Educação", enfatizou.
Sobre o anúncio feito esta manhã pelo porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, de que os professores que estão este fim de semana a corrigir os exames vão receber as horas extraordinárias, Pureza começou por criticar que não tenha sido o ministro a falar deste assunto de política educativa.
"É estranho que um dirigente político venha a anunciar a remuneração do trabalho como se isso fosse uma coisa extraordinária. Não há nada de extraordinário, é apenas dizer aquilo que é uma verdade do senhor de La Palice. Há trabalho, deve ser remunerado", considerou.
Para o líder do BE, "era o que mais faltava que quem trabalha não fosse pago pelo seu trabalho".
"Não se trata de nenhum reconhecimento, nenhuma generosidade extraordinária por parte do Governo, é aquilo que tem que ser feito", considerou.
Pureza considerou que "não há a menor dúvida" que tem que ser pago esse trabalho suplementar que está a ser exigido aos professores e disse tratar-se de "um princípio básico do direito do trabalho", antecipando que terá que acontecer o mesmo perante o "número extraordinário de pedidos de reapreciação de provas" que se prevê.
JF // JMR
Lusa/fim
