Governo rejeita apoio mas quer solução para a Raríssimas
Ministério do Trabalho justifica que a instituição tem "problemas estruturais" e já recebe um apoio mensal do Estado.
O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS) confirma que foi indeferido o pedido de apoio financeiro no valor de 1,160 milhões de euros da Raríssimas – Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras, no âmbito do Fundo de Socorro Social (FSS). Em resposta à nossa redação, justifica que a instituição tem "problemas estruturais" e que já recebe um apoio mensal do Estado.
O ministério de Maria do Rosário Palma Ramalho explica que este já não é o primeiro pedido feito pela Raríssimas: "Trata-se do oitavo pedido de apoio do FSS feito pela instituição. A persistência dos pedidos extraordinários da Raríssimas indicou problemas estruturais, não tendo a instituição apresentado garantias suficientes de que poderia alcançar um equilíbrio financeiro. O Fundo de Socorro Social apoia IPSS em emergência 'desde que o recurso ao FSS seja a solução mais adequada para o restabelecimento do equilíbrio financeiro', o que não se verificou."
O MTSSS espera que a Raríssimas continue a desenvolver as suas atividades e respostas sociais. Sublinha que a prioridade é garantir que as respostas e serviços desenvolvidos para apoio aos utentes da Raríssimas são asseguradas. Nesse sentido, já pediu "à Segurança Social que desenvolva um plano de soluções para os utentes, caso se revele necessário", refere.
Na passada sexta-feira, 31 de janeiro, o presidente da Raríssimas, Fernando Ferreira Alves, disse a esta rádio que a associação está em risco de encerrar.
Em causa, estão mais de 90 utentes e mais de 100 funcionários numa "associação que presta cuidados únicos no país", destacou.
Entretanto, esta segunda-feira, haverá uma reunião entre o Conselho Diretivo do ISS e representantes da Raríssimas.
