Morte de Bonnie Tyler lamentada pelo Parlamento

Assembleia da República apresenta voto de pesar do falecimento da cantora galesa no Algarve.

A Assembleia da República aprovou hoje, por unanimidade, votos de pesar pelas mortes do padre João Felgueiras e da cantora Bonnie Tyler, que faleceu no Algarve.

O presidente do parlamento, José Pedro Aguiar-Branco, apresentou um voto de pesar pela morte do padre João Felgueiras, no dia 03, aos 105 anos.

Nascido em Caldas das Taipas, Guimarães, foi ordenado sacerdote na Companhia de Jesus e estabeleceu-se, em 1971, em Timor.

“Aí viveu nos últimos 55 anos. Aí morreu, após uma vida entregue à missão e ao ensino da língua portuguesa”, refere-se no texto.

Em 1975, diante da invasão indonésia, recusou abandonar Timor. No Externato de São José, em Díli, foi, durante décadas, um dos poucos professores autorizados de português. Em 1992, após o encerramento forçado do Externato, ensinou na clandestinidade.

“Capelão de doentes e presos, acolheu inúmeros timorenses fugidos da perseguição e arriscou a vida na defesa dos mais frágeis. Na viragem do milénio, quando se consolidava a independência de Timor, continuou dedicado ao ensino, à assistência social e à missão católica”, refere o voto.

O texto destaca que pelas mãos do padre João Felgueiras “passaram milhares de alunos, de sucessivas gerações, com os quais partilhou” a língua e cultura portuguesas.

“Contribuiu, ao mesmo tempo, para a consolidação da identidade timorense e para o fortalecimento das instituições do país”, disse.

Recebeu, em 2002, a Ordem da Liberdade e, em 2022, a Grã-Cruz da Ordem de Camões. Foi também agraciado, em 2009, com a Ordem de Timor-Leste, em reconhecimento do seu papel como educador de gerações de timorenses. Em 2024, foi o primeiro a ser saudado pelo Papa Francisco, num encontro com os jesuítas timorenses.

Já o Chega apresentou um voto de pesar pela morte da cantora Bonnie Tyler, natural do País de Gales, que morreu no dia 08, aos 75 anos, no Hospital de Faro, onde se encontrava hospitalizada.

Bonnie Tyler alcançou projeção internacional com “It's a Heartache”, em 1978, e consagrou-se com “Total Eclipse of the Heart”, em 1983, tema que atingiu o primeiro lugar das tabelas no Reino Unido e nos Estados Unidos, e ainda com “Holding Out for a Hero”, da banda sonora do filme Footloose.

Com o álbum “Faster Than the Speed of Night” tornou-se a primeira artista feminina britânica a estrear um disco no primeiro lugar da tabela do Reino Unido, que representou, igualmente, no Festival Eurovisão da Canção de 2013.

A cantora viria a ser condecorada em 2023 pelo Rei Carlos III com a Ordem do Império Britânico (MBE), pelos serviços prestados à música.

“O seu desaparecimento constitui uma enorme perda para a música mundial e para todos os que, em Portugal e no estrangeiro, acompanharam a sua carreira e reconheceram o seu talento”, refere o texto do Chega, hoje aprovado.