STCP admite impacto da greve geral em todas as linhas

Não há serviços mínimos decretados para a STCP.

A Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) admitiu hoje "algum impacto" no serviço em todas as linhas na quarta-feira devido à greve geral, mas a expectativa é a de que os constrangimentos sejam ultrapassados.

"Vamos sempre ter algum impacto. Vamos ter dificuldades, mas acreditamos que vamos conseguir ultrapassar", disse hoje à Lusa fonte da STCP, adiantando que a empresa de transporte coletivo rodoviário vive um clima de "paz social".

A fonte recordou ter assinado ainda na segunda-feira um acordo "histórico" com o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN) que colocou um fim definitivo à greve às duas últimas horas de serviço de cada trabalhador em vigor desde 08 de dezembro de 2023, após três meses de suspensão.

Adiantou ainda que a STCP "está a assinar o acordo para 2026".

Não há serviços mínimos decretados para a STCP.

No seu 'site', a transportadora alerta para "perturbação de serviço em todas as linhas" devido à greve.

"Devido à greve geral convocada para 03 de junho, a STCP informa que poderão ocorrer perturbações no serviço regular de transporte ao longo deste dia", lê-se.

A central sindical CGTP entregou um pré-aviso de greve geral para 03 de junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.

O Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento, uma semana depois de o executivo de Luís Montenegro ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.

A paralisação de quarta-feira deverá contar com uma adesão alargada, com vários sindicatos de diversos setores a terem já anunciado a sua participação, nomeadamente a função pública, com destaque para saúde e ensino, bem como transportes, aviação, comércio, entre outros.

A STCP assegura a exploração do serviço público de transporte de passageiros na cidade do Porto, em regime de exclusivo, e parte do serviço público de transporte intermunicipal de passageiros no território dos municípios de Gondomar, Maia, Matosinhos, Valongo e Vila Nova de Gaia.

A estrutura acionista é composta pelos municípios de Porto (53,69%), Vila Nova de Gaia (12,04%), Matosinhos (11,98%), Maia (9,61%), Gondomar (7,28%) e Valongo (5,40%).