Ordem dos Engenheiros envia dois especialistas para a Venezuela
O objectivo é apoiar os esforços humanitários e avaliar a segurança das estruturas, na sequência dos sismos que vitimaram mais de quatro mil pessoas.
A Ordem dos Engenheiros enviou este sábado dois especialistas em engenharia de estruturas para apoiar os esforços humanitários e avaliar a segurança das estruturas, na sequência dos sismos que vitimaram mais de quatro mil pessoas.
"A missão integra os engenheiros Humberto Varum, Presidente do Colégio de Engenharia Civil da Ordem dos Engenheiros, e Luís Guerreiro, membro do Conselho de Admissão e Qualificação desta Associação Profissional, ambos reconhecidos estruturalistas", lê-se num comunicado enviado à Lusa, no qual se acrescenta que esta deslocação "assinala o início de uma campanha de cooperação internacional que a Ordem pretende desenvolver e alargar progressivamente".
Os dois especialistas vão realizar "uma avaliação técnica no terreno da segurança das estruturas afetadas, incluindo edifícios, infraestruturas críticas e redes de suporte essenciais, nas zonas mais atingidas pelos sismos", no âmbito da qual farão a "caracterização dos danos estruturais, a identificação de situações de risco iminente e a definição de prioridades de intervenção"
Com base no diagnóstico realizado, a Ordem dos Engenheiros poderá vir a promover uma segunda missão, de âmbito internacional, envolvendo especialistas de vários países, aponta-se ainda no comunicado, que acrescenta que o objetivo será "reforçar a capacidade de resposta técnica no terreno, promover a cooperação entre organizações congéneres e apoiar os trabalhos de recuperação e reconstrução das zonas afetadas".
Citado no comunicado, o bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando de Almeida Santos, afirma que "a engenharia portuguesa tem o dever de colocar o seu conhecimento ao serviço das populações afetadas por catástrofes naturais" e acrescenta que "esta primeira missão permitirá apoiar tecnicamente os colegas venezuelanos na avaliação da segurança das estruturas e preparar uma resposta internacional coordenada para a fase de reconstrução [...]".
No total, o número de mortos subiu hoje para 4.118, enquanto o de feridos se manteve em 16.740, segundo o mais recente balanço oficial divulgado pelo Governo venezuelano, contando-se 110 mortos portugueses e 55 desaparecidos.
Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
