Pulp, Marianne Faithfull, Brian Eno ou Beth Ditto entre os artistas que pedem cessar-fogo em Gaza

Os ataques israelitas na Faixa de Gaza já mataram mais de 14 mil palestinianos, sendo que mais de 5 mil são crianças.

É mais uma carta aberta que apela ao cessar-fogo na Faixa de Gaza e reúne mais de 4 mil músicos, entre os quais Brian Eno, Pulp, Primal Scream, Lucy Dacus, Zack de la Rocha, Tom Morello, Marianne Faithfull, Beth Ditto (Gossip), Bikini Kill, Kid Cudi, Mogwai, Bonnie 'Prince' Billy, A Place To Bury Strangers, Portugal. The Man, entre outros. 

"Este é um momento-chave para milhões no mundo inteiro que valorizam a dignidade humana e nós, enquanto músicos, não somos exceção. Defendemos a vida, o amor, a justiça e a paz. Estamos de luto com todos os palestinianos e israelitas que perderam entes queridos", começa por dizer a missiva que pode consultar aqui.

"Estamos solidários com a luta dos palestinianos pela liberdade, justiça e direitos iguais. Queremos liberdade para os ativistas e artistas do mundo inteiro que defendem, de forma pacífica, a responsabilização, que lutam contra a injustiça e que querem liberdade, uma paz justa e a dignidade", continua o texto. "Não podemos ficar em silêncio. Inspiramo-nos nos Artistas Contra o Apartheid que ajudaram a pôr fim ao apartheid na África do Sul", continua a missiva.

"Queremos que os nossos governos parem de enviar armas e de financiar militarmente Israel como qualquer outro estado onde haja crimes contra a humanidade", dizem ainda os músicos assinantes.  "Hoje, exigimos um cessar-fogo imediato, ajuda humanitária em Gaza e o fim do cerco. O dia seguinte, a visão que temos de um futuro pacífico para todos deverá ser o objetivo mais urgente. Convidamos toda a gente a partilhar essa visão connosco", acrescentam.

A 31 de outubro, foi divulgada uma outra carta, assinada por várias figuras no meio artístico, que também pedia o cessar-fogo na Faixa de Gaza. 

A lista incluia nomes como Adam Lambert, America Ferrera, Ben Affleck, Bradley Cooper, Cat Power, Drake, Jennifer Lopez, Nelly Furtado, Patti Smith, Peter Gabriel, Richard Gere, Run The Jewels, Dua Lipa, Michael Stipe, Caroline Polachek, Killer Mike, Vic Mensa, Ani DiFranco, Miguel, Kaytranada, Macklemore, Cate Blanchett, Joaquin Phoenix, John Cusack, Lena Waithe, Diplo, Florence Pugh, Jessica Chastain, Jessie Buckley, John Cusack, Jon Stewart, Kirsten Dunst, Kristen Stewart, Mark Ruffalo, Michael Moore, Milla Jovovich, Oscar Isaac, Rosie O'Donnell, Susan Sarandon, entre muitos outros. 

 "Unimo-nos como artistas e defensores, mas, acima de tudo como seres humanos que estão a assistir à devastadora perda de vidas e aos horrores que estão a acontecer em Israel e na Palestina", começa a missiva que pode ler aqui. "Acreditamos que todas as vidas são sagradas, independentemente da fé ou da etnia e condenamos o assassinato de civis palestinianos e israelitas", refere a carta. "Metade dos dois milhões de habitantes em Gaza são crianças, e mais de dois terços são refugiados e os seus descendentes estão a ser forçados a sair das suas casas. A ajuda humanitária tem de ser permitida", continua a missiva. "Defendemos a liberdade, a justiça, a dignidade e a paz para todas as pessoas - queremos que o banho de sangue pare. Recusamos ter de contar às futuras gerações a história do nosso silêncio", lê-se ainda no texto.

Telavive declarou guerra ao Hamas depois de o grupo islamita ter lançado um ataque contra Israel a 07 de outubro, no qual morreram mais de 1.200 pessoas e 240 foram raptadas e levadas para Gaza. Os ataques israelitas já mataram mais de 14 mil palestinianos, sendo que mais de 5 mil são crianças.  
Israel e o Hamas acordaram uma trégua temporária de quatro dias. A trégua, que pode vir a entrar em vigor nas próximas 24 horas, vai permitir a libertação pelo Hamas de 50 mulheres e crianças, reféns detidos em Gaza desde o ataque de 07 de outubro contra território israelita.

O acordo prevê que Israel vai libertar um número não especificado de mulheres e crianças palestinianas detidas nas prisões israelitas.

A pausa de quatro dias, que pode ser prolongada, vai permitir também a entrada de mais ajuda humanitária no enclave palestiniano