Como podem os jovens ter uma voz mais ativa na UE?

Presidente da Associação de Académica de Coimbra lança várias propostas aos futuros eurodeputados.

O presidente da Associação Académica de Coimbra defende que os jovens devem ter uma voz mais ativa na União Europeia (UE), propondo a "criação de um Comité Europeu dos Jovens".

O objetivo, diz Renato Daniel, é que os jovens possam ter voz em assuntos como o ambiente ou educação.

O responsável da associação dos estudantes tem apresentado várias propostas aos candidatos portugueses ao Parlamento Europeu, nas quais se inclui a melhoria do acesso à habitação, valorização dos salários e  resposta na saúde mental.

No capítulo da saúde mental dos estudantes, Renato Daniel lembra que é muito baixo rácio de psicólogos para os estudantes portugueses. Por isso, sugere "uma espécie de programa Erasmus" para permitir o intercâmbio entre psicológos europeus para os países que têm maior carência destes profissionais.

O presidente da Associação Académica de Coimbra reclama ainda ação europeia contra "o flagelo" no acesso à habitação por parte dos estudantes. 

Perante a intabilidade política, Renato Daniel pede aos futuros eurodeputados que defendam a juventude, coloquem o foco na educação e não mobilizem os jovens para guerras que "não são da sua responsabilidade".

As questões são lançadas a poucos dias das eleições europeias, nas quais os eleitores vão escolher a composição do proximo Parlamento Europeu. Portugal elege 21 dos 720 eurodeputados.

As eleições europeias estão marcadas para dia 9 de junho e este ano o voto será em mobilidade. Por isso, os eleitores poderão votar em qualquer mesa do país ou do estrangeiro sem necessidade de inscrição prévia.

Também há a possibilidade do voto antecipado no dia 2 de junho, mas neste caso a inscrição é obrigatória e deve ser feita até quinta-feira, dia 30 de maio, através do site votoantecipado.pt.