John J. Hopfield e Geoffrey E. Hinton vencem o Nobel da Física 2024
A dupla trabalhou nas redes neurais artificiais, a base dos sistemas que são hoje utilizados nas cada vez mais comuns ferramentas de Inteligência Artificial (IA) generativa.
O norte-americano John J. Hopfield e o britânico Geoffrey E. Hinton foram distinguidos esta terça-feira com o prémio Nobel da Física deste ano "por descobertas fundamentais e invenções que possibilitam a aprendizagem de máquinas com redes neurais artificiais".
Hopfield é professor na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, e Hinton é docente da Universidade de Toronto, no Canadá e as descobertas foram explicadas pela presidente do Comité Nobel de Física.
"Aprender é uma habilidade fantástica do cérebro humano", começou por explicar Ellen Moons, "conseguimos reconhecer imagens e discursos e associá-los a memórias e experiências passadas, os milhares de milhões de neurónios ligados entre si dão-nos capacidades cognitivas únicas". As redes neurais artificiais, adiantou, "inspiram-se nesta rede de neurónios do nosso cérebro".
"Os laureados deste ano usaram conceitos da Física pra desenhar redes neurais artificiais que funcionam como uma memória associativa e encontram padrões em grandes conjuntos de dados", resumiu.
É a segunda distinção do ano, depois do Nobel da Medicina ter sido entregue esta segunda-feira a Victor Ambros e Gary Ruvkun.
Os prémios Nobel, criados em 1895 pelo químico, engenheiro e industrial sueco Alfred Nobel (inventor da dinamite), foram atribuídos pela primeira vez em 1901.
O equiparado Prémio das Ciências Económicas ou Economia, criado em homenagem a Alfred Nobel e atribuído desde 1969, é anunciado na segunda-feira.
