2024 na música ao vivo

Olhamos para o que aconteceu nos palcos ao longo do ano.

O ano da glória swiftie na Luz 

A aclamada e bem-sucedida "Eras Tour" passou por Portugal em maio. Taylor Swift, que se estreou em solo português, deu dois concertos no Estádio da Luz, em Lisboa, atuando para um total de cerca de 120 mil pessoas, muitas das quais provenientes de outros países.   

"Criei esta digressão com o intuito de reunir as minhas memórias preferidas das digressões que fiz no passado. Coloquei essas memórias num só espetáculo. E agora podemos experienciar juntos essas memórias. É por isso que me estou a divertir tanto convosco nesta digressão", disse a artista norte-americana, a dada altura, numa dos espetáculos em Portugal.



A "Eras Tour", que passa por cada uma das eras artísticas da norte-americana, celebra os álbuns "Lover", "Fearless", "Red", "Speak Now", "Reputation", "Folklore" e "Evermore", "1989", "The Tortured Poets Department" (o mais recente editado em abril) e "Midnights". São cerca de três horas de concerto e quase meia centena de canções (algumas com versões mais curtas). A cenografia e a coreografia são criadas para personalizar cada uma das eras.

Se os swifties saíram do recinto com o coração cheio, é justo lembrar que público que esteve no estádio lisboeta também arrebatou a cantora e compositora que logo na primeira noite gritou "amo-vos" em português, prometendo regressar assim que volte às digressões. "Nós devíamos ter vindo sempre a Portugal. Foi um erro que não voltarei a cometer. Viremos cá sempre ver-vos", confidenciou ao manto de gente que a rodeava no amplo recinto. 


"Nunca vos vou esquecer. Nunca vi um público como este na minha vida. Houve momentos em que até me dispersei no que estava a fazer e no que tinha de dizer só para ver a forma como vocês se estão a divertir. Vocês estão mesmo a viver o momento. E isso é muito especial para nós. É muito especial para nós, artistas, podermos trocar olhares e criarmos esta conexão. É mesmo um sonho estarmos convosco nesta noite", confidenciou a cantora no segundo concerto que deu na Luz, a 25 de maio. O primeiro foi no dia 24. 

"É a última noite que tocamos aqui. Sinto que vocês vieram para conquistar os nossos corações e posso dizer que resultou. A forma como nos trataram em Portugal faz com que sintamos que, de alguma forma, pertencemos aqui. Sentimo-nos em casa", sublinhou ainda Swift entre canções. 

Na estreia em Portugal, a cantora foi ovacionada pelo público durante longos minutos. 

Os concertos de Taylor Swift em Lisboa geraram atividade sísmica em quase toda a cidade. De acordo com o que foi noticiado na altura pelo jornal Público, a música 'Shake It Off' foi a grande responsável pela energia sísmica detetada em nove estações. A atividade sísmica registou 0,82 na escala de Richter. 


No rescaldo das emoções vividas na Luz, Taylor Swift usou as redes sociais para agradecer aos fãs que encontrou em Portugal. "É oficial, deixei o meu coração em Lisboa", começou por escrever. "Foi a minha primeira vez em Portugal e vocês fizeram com que me sentisse em casa. Honestamente não vou esquecer a forma como nos trataram. Não vou esquecer o amor e a paixão esmagadores que senti, as mãos no ar, a dança e a forma como gritaram todas as letras", acrescentou. No final da declaração de amor aos fãs que encontrou em Portugal, Taylor Swift deixou um agradecimento em português.

A pista de dança de Dua Lipa em Algés 

A cantora regressou a Portugal em 2024 para encabeçar um dos dias do NOS Alive, o festival que em julho ocupa o Passeio Marítimo de Algés. 

"Um apito dá a ordem de início do espetáculo grandioso de Dua Lipa no Palco NOS, no tema 'Training Season'. Como um apito de arranque, o verso 'training season's over' cantado por Dua Lipa é o aviso. Terminou o período de treinos, agora as coisas são a sério", escreveu o jornalista Gonçalo Palma para abrir a reportagem do concerto no segundo dia do festival. Pode ler a reportagem aqui

A artista anglo-albanesa ofereceu alegria e uma hora e meia de canções que foi buscar aos álbuns "Radical Optimism", "Future Nostalgia" e "Dua Lipa". 'Cold Heart', tema que Dua Lipa partilha com Elton John, também fez parte da festa de Algés.    


O regresso dos Pearl Jam ao Alive

Os Pearl Jam também encabeçaram a 16ª edição do NOS Alive que decorreu entre os dias 11 e 13 de julho. A banda de Seattle atuou pela quarta vez no festival - depois das passagens pelo palco maior do recinto de Algés em 2007, 2010 e 2018. 

"Olá a todos. Assim é que se faz um festival. Debaixo de um céu de verão. Perfeito", disse o veterano e afável Eddie Vedder, em português, ao público que tinha aos pés. "Somos apenas uma banda de Seattle, mas vocês são mágicos. Então, vamos fazer um brinde a vocês e à última noite deste lindo festival", acrescentou o vocalista da banda norte-americana.     

Os Pearl Jam incluíram no alinhamento do concerto temas como 'Daughter', com o qual abriram o espetáculo, 'Animal', que tocaram pela primeira vez nesta fatia da digressão, 'Given to Fly', 'Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town', 'Why Go', 'Jeremy', 'Wishlist', 'Even Flow', 'Mind Your Manners', 'Once' ou 'Porch'.


Ao recente álbum "Dark Matter", editado a 19 de abril, o grupo foi buscar cinco temas: 'Dark Matter', 'React, Respond', 'Wreckage', 'Waiting for Stevie' e 'Upper Hand'. O Passeio Marítimo de Algés ainda mereceu o clássico 'Imagine', de John Lennon, que os Pearl Jam tocaram pela primeira vez na digressão deste ano. Eddie Vedder cantou o tema de Lennon sozinho, com a guitarra acústica nos braços.  

'Rockin' in the Free World', de Neil Young, e 'Yellow Ledbetter' ficaram para o final. Pode saber mais na reportagem do concerto pelos olhos do jornalista Gonçalo Palma

Arcade Fire no Alive como se estivessem em casa 

"Festa anunciada, festa cumprida. Comunhão de vozes, saudosismo resplandecente e múltiplas explosões de alegria no reencontro dos Arcade Fire com o público fiel que têm em Portugal. Rosas brancas, a tradicional bola de espelhos, papelinhos coloridos e a guitarra erguida aos céus - com o coletivo de Montreal é o encanto do costume. Os Arcade Fire arrebatam as multidões assim que metem os pés no palco e o entusiasmo, de parte a parte, permanece até ao fim". Foi com estas palavras que começámos o artigo sobre o regresso da banda canadiana a solo português, solo esse que os Arcade Fire fazem questão de pisar sempre que podem.  "Sentimo-nos em casa sempre que tocamos cá", disse Win Butler a meio do concerto de Algés, nessa altura visivelmente ensopado em suor e sempre pronto para erguer a guitarra ou saltar para os braços do público. 

Os Arcade Fire, que em 2024 deram alguns concertos dedicados aos 20 anos do essencial "Funeral" (álbum de estreia), misturaram no alinhamento uma série de glórias retiradas dos vários álbuns - canções que foram celebradas de uma ponta à outra pelos milhares que estavam no recinto. O NOS Alive teve direito a temas como 'Neighborhood #1 (Tunnels)', 'Neighborhood #2 (Laika)', 'Neighborhood #3 (Power Out)', Rebellion (Lies)', 'Age of Anxiety II (Rabbit Hole)', 'Reflektor', 'Afterlife', 'No Cars Go', 'Keep the Car Running', 'Ready to Start', 'The Suburbs', 'Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)' e 'Everything Now' ou 'Wake Up'.


A casa de Ana Moura nas colinas do MEO Kalorama

A 31 de agosto, Ana Moura subiu ao palco do MEO Kalorama, festival que acontece todos os anos no Parque da Bela Vista, em Lisboa. A cantora portuguesa fez do parque lisboeta a casa que tanto gosta de cantar. "Bem-vindos à Casa Guilhermina. Estamos muito felizes por estarmos aqui. Bem-vindos a esta casa que tem o nome de Guilhermina em jeito de homenagem a uma das pessoas mais importantes da minha vida", contou ao público, referindo-se à avó Guilhermina.

"Esta é a casa com todas as divisões que a compõem, que me compõem, e é a homenagem a essa mulher que me ensinou a ser a mulher forte e sensível que sou hoje. Este concerto vai passar por todas as divisões desta casa. Vai passar por lugares mais íntimos e por outros mais festivos. Sintam-se parte dela e dancem muito". E quem estava aos pés de Ana Moura dançou e cantou na espaçosa sala de estar, ao ar livre, seguindo o ritmo da liberdade que se dançava no palco. Ritmos quentes, em alguns momentos a escaldar, cruzaram-se com o estimado fado de Ana Moura. A ocasião ainda serviu para a estreia do single 'Desliza', que a cantora editou pouco tempos depois da passagem pelo MEO Kalorama. 

Além da novidade, Ana Moura cantou 'Lá Vai Ela', 'Andorinhas', 'Calunga', 'Desfado', 'Arraial Triste', 'Loucura', 'Agarra em Mim' (ao lado de Pedro Mafama) e 'Mázia'. A meio do espetáculo, a fadista ainda emprestou a força da voz a 'Te Amo', um original dos irmãos Calema.  

O brilho de RAYE no último dia do MEO Kalorama 

“Rachel Agatha Keen [o seu verdadeiro nome] foi sempre faladora, muitas vezes espontânea, mas de vez em quando com comentários preparados, tipicamente de showbizz. Mas os seus trunfos foram sempre musicais. A voz com que tanto falava era enorme e flutuante no ato de cantar, um autêntico prodígio”, escreveu Gonçalo Palma sobre a estreia da britânica em Portugal. Leia a reportagem na íntegra aqui. Estreia gloriosa, portanto. 

"Não sei qual foi a razão que vos trouxe a este festival, mas acho que foi para sentir alguma liberdade, alegria e endorfina. A música é um remédio. Cura, acalma e é bonita. A música salvou a minha vida e sei que não posso estar sozinha nisto", disse, às tantas, a conversadora RAYE ao público que a amparou de braços abertos no Parque da Bela Vista. 


O manifesto dos Massive Attack

"Os Massive Attack são muito mais do que o grupo da cidade portuária de Bristol, que no início da década de noventa abriu as águas para a cena trip hop. São densidade e reflexão. São um manifesto. São urgência”, podemos ler no artigo que fizemos sobre o regresso de Robert Del Naja (3D) e Daddy G a Portugal. 
 
No primeiro dia da terceira edição do MEO Kalorama (a 29 de agosto), a dupla levou para o palco do Parque da Bela Vista a escocesa Elizabeth Fraser (mais conhecida por ter sido a voz dos Cocteau Twins), o jamaicano Horace Andy (que colabora com eles desde o álbum de estreia "Blue Lines"), os escoceses Young Fathers e a cantora Deborah Miller.  

"O concerto do MEO Kalorama foi uma intensa e profunda forma de expressão disso mesmo. Um 'caos' ordenado numa narrativa que cruzou, na perfeição, o trabalho artístico de vídeo com a carga emocional dos temas que foram buscar aos álbuns que deram ao mundo. E, pelo meio, algumas versões. Apelo à ação, protesto, luta pela justiça e pelos direitos humanos e um manifesto magistral contra os tentáculos do corrosivo entorpecimento humano. Mergulhar no espetáculo dos Massive Attack é um mergulho nas águas profundas da condição humana. As canções e os ambientes próprios de cada uma cruzam-se, com intenção, com o jogo de luzes de palco e com trabalho visual da United Visual Artists com quem Del Naja estabeleceu uma parceria criativa em 2003”.

 
O espetáculo dos britânicos nas colinas do parque lisboeta desdobrou-se em várias inquietações, "como a sobrecarga tecnológica versus autenticidade humana, a ditadura silenciosa do algoritmo, os bombardeamentos literais em zonas de guerra (da Ucrânia ao Iraque) ou os bombardeamentos de informação descartável e vazia que se 'infiltra' na zona da reflexão humana, anulando-a. Focou-se em tudo isto e não só. Ecoou como um grito pela libertação da Palestina". 

O alinhamento foi composto por temas como 'Risingson', 'Girl I Love You', 'Black Milk', 'Take It There', 'Gone', 'Minipoppa', 'Voodoo in My Blood', 'Song to the Siren' (versão de Tim Buckley), 'Inertia Creeps', 'Angel', 'Safe From Harm', 'Unfinished Sympathy', 'Karmacoma', 'Teardrop', 'Group Four', entre outros temas. 

Ainda na edição de 2024 do MEO Kalorama destaque para o regresso de Sam Smith a Portugal com o espetáculo "Gloria" ou para a agitação irrepreensível e festiva do concerto dos norte-americanos LCD Soundsystem

No Ageas CoolJazz respirou-se Air de 1998

A 10 de julho, a dupla francesa levou a celebração dos 25 anos de "Moon Safari" (álbum de 1998) ao palco do festival de Cascais que anualmente acontece no Hipódromo Manuel Possolo.

Nicolas Godin e Jean-Benoît Dunckel, acompanhados por um baterista, tocaram o disco na íntegra mas também celebraram outros momentos da carreira. "Este espetáculo é a maturidade visual e megalómana que os Air não poderiam ter há mais de vinte anos quando lançaram os álbuns que alimentaram o alinhamento: “Moon Safari”, “The Virgin Suicides”, “10 000 Hz Legend” e “Talkie Walkie”. Não se celebrou apenas “Moon Safari”, homenageou-se esses anos dourados entre 1998 e 2004", escreveu o jornalista Gonçalo Palma no rescaldo do concerto


O que Dino D'Santiago fez no CoolJazz foi por amor
 

Dino D'Santiago subiu ao palco do festival de Cascais no dia 19 de julho depois de MARO ter aconchegado o recinto com a guitarra acústica ao colo e uma mão-cheia de canções no alinhamento. "A MARO não veio abrir para o Dino D'Santiago", sublinhou o músico algarvio durante o espetáculo. "Foi a artista que mais ouvi em 2023. Tem sido a minha terapia. É bom saber que não temos de sair de Portugal para termos coisas maravilhosas", acrescentou, confessando estar francamente excitado por fazer parte de uma noite que celebrou e enalteceu a diversidade cultural da música portuguesa.

A noite, que foi dedicada à música que se faz em Portugal, foi também para celebrar os 20 anos de carreira de Dino D’Santiago, bem como 20º aniversário do festival. 

"Dino D'Santiago mescla os sons da lusofonia e faz da fusão um manifesto festivo. É como se movimentasse dentro de si uma onda gigante de amor que depois desagua na euforia do público. É uma maré alta de bons sentimentos que galga as margens criadas pelos que nasceram para dividir. Um concerto de Dino D'Santiago desafia quaisquer linhas divisórias. Acontece para unir", lê-se no nosso relato do concerto

A brasileira Luedji Luna subiu ao palco para cantar 'Como Seria' e 'Oh Bahia' com o músico da Quarteira. MARO acompanhou Dino D’Santiago no tema 'Tudo Certo'.  


A estreia dos Take That em Portugal agitou o Marés Vivas em Vila Nova de Gaia

Gary Barlow, Mark Owen e Howard Donald, que formam a atualmente a famosa boy band britânica, incluíram o festival Marés Vivas na digressão "Life On Tour" - o circuito que serve o álbum mais recente, "This Life".

Foi a estreia do grupo em Portugal. Milhares de fãs, de diferentes gerações, celebraram as canções do agora trio inglês. O festival Marés Vivas, que decorre em julho em Vila Nova de Gaia, escutou 'Greatest Day', 'Giants', 'Everything Changes', 'Shine', 'A Million Love Songs', 'I Found Heaven', 'Pray', 'How Deep Is Your Love?' (versão dos Bee Gees), 'Patience', 'The Flood', 'Get Ready for It', 'Windows', 'This Life', 'Relight My Fire' (versão de Dan Hartman), 'These Days', 'Hold Up a Light, Back for Good', 'Never Forget' e 'Rule the World'.


Vilar de Mouros, uma casa portuguesa com toda a certeza 

A edição deste ano do minhoto CA Vilar de Mouros (que decorreu de 21 a 24 de agosto) abriu com um dia totalmente dedicado à música portuguesa. O cartaz do primeiro dos quatro dias teve fogo Frio, Legendary Tigerman, GNR, Amália Hoje e a celebração dos 40 anos dos Delfins. A entrada no recinto no dia de arranque foi gratuita. Recorde a reportagem do primeiro dia do festival mais antigo da Península Ibérica.


No que diz respeito à música nacional, o cartaz de 2024 contou ainda com Xutos & Pontapés, Moonspell, Capitão Fausto, David Fonseca, Ornatos Violeta, Ramp e Sulfur Giant,. De fora chegaram bandas como The Cult, Soulfly, Crystal Fighters, Die Antwoord, Vapors of Morphine, Waterboys, Libertines e The Darkness. 

Explosão de cores e de alegria no Crystal Fighters a Vilar de Mouros

E ao terceiro dia de Vilar de Mouros (a 23 de agosto), deu-se uma súbita explosão de cores no Alto Minho com a entrada em palco dos irrequietos Crystal Fighters. Uma autêntica festa rija de múltiplas cores e sonoridades que até pode ter sido surpreendente para os que ainda não ‘tinham esbarrado’ com a banda que junta Sebastian Pringle, Gilbert Vierich e Graham Dickson (o núcleo) mais uma série de músicos que compõem o elenco ao vivo. 

Os Crystal Fighters passaram por Vilar de Mouros, onde estiveram em 2018, para mostrar Light+, o álbum mais recente, mas não se esqueceram de desembrulhar temas mais antigos como 'I Love London', 'Follow', 'LA Calling', 'Yellow Sun', 'Love Is All I Got', 'Champion Sound', 'You & I', 'Love Natural', 'At Home' ou 'Plage'. A reportagem aqui.

Travis Scott encheu três vezes a ampla MEO Arena

O rapper norte-americano regressou a Portugal para três concertos na MEO Arena, em Lisboa. Um só não chegava para a quantidade de gente que queria fazer parte da experiência explosiva que é a digressão "Circus Maximus" - o circuito - com estatuto de fenómeno - que promove "UTOPIA", o álbum editado no verão 2023 e que chegou com contribuições artísticas de nomes como Drake, Kid Cudi, Bad Bunny, Beyoncé, Playboi Carti, 21 Savage, The Weeknd ou Young Thug - isto só para dizer alguns.

Travis Scott foi homenageado na arena lisboeta com um mural assinado pelo artista português Vhils. A obra foi inaugurada a 4 de agosto - o último dia da mini (embora grandiosa) residência do rapper. 

Scott mobilizou fãs de todo o país (e arredores) para os três espetáculos. 20 mil pessoas por noite. Foi o final da fatia europeia da digressão. Leia a reportagem


O encanto de Nick Cave na MEO Arena  

Nick Cave e os seus Bad Seeds voltaram este ano a Portugal. O reencontro com os fãs em solo português aconteceu na MEO Arena, em Lisboa, em outubro.  O disco "Wild God" - editado em agosto - foi o registo discográfico que serviu de mote a esta digressão. Pode ler aqui a reportagem do concerto

Depeche Mode esgotaram a MEO Arena 

Mais de seis anos depois do concerto no festival NOS Alive, os Depeche Mode regressaram a Portugal para esgotar a MEO Arena. O concerto esteve inserido na digressão que mostrou ao mundo o álbum "Memento Mori". "O cantor Dave Gahan foi o grande herói desta noite, mostrando-se em grande forma, como que reconvertido em palco, com uma agilidade surpreendentemente jovem, muito exuberante nos gestos e nas danças. Parece renascido, em bem melhor forma do que há alguns anos, em que parecia cansado e encurralado numa repetição demasiado batida de tiradas, sem sequer fazer sombra àquele performer de topo que tinha sido nos anos 80 e 90. Mas esta noite foi bem diferente", escreveu um dos nossos jornalistas da casa. Pode ler a reportagem completa aqui.

Sérgio Godinho celebrou 50 anos de carreira nos coliseus 

O espetáculo "Liberdade25" celebrou os 50 anos de carreira de Sérgio Godinho nos coliseus de Lisboa e Porto em março. O músico, compositor e escritor esteve em palco acompanhado pelos seus Assessores habituais - Nuno Rafael, Miguel Fevereiro, João Cardoso, Nuno Espírito Santo e Sérgio Nascimento - e por Sara Côrte-Real, ex-Assessora, que se juntou aos velhos companheiros nesta ocasião. A Garota Não e os Canto Nono foram os convidados especiais da celebração. Estivemos num dos concertos no Coliseu dos Recreios, em Lisboa

Bárbara Tinoco foi gigante na MEO Arena 

"Sala cheia para aplaudir a cantora e compositora que aos 25 anos não só fez história como fez muita gente feliz. Flores agigantadas espalhadas pelo palco coberto de "relva", um peixe-voador, um piano/piscina em tons de nuvem, um skate, baloiços, as canções, os amigos, o namorado (Feodor Bivol), os avós (o avô João e a avó Maria), os sonhos, os imaginários e a perseverança de vencedora. Bárbara Tinoco levou tudo o que tem (e quem é) para cima do palco. E do palco saiu com um feito de gigantes: com apenas 25 anos, é agora a artista pop portuguesa mais nova a esgotar a sala lisboeta. Ninguém quis faltar à chamada. E todos quiseram atender.

Bispo, Buba Espinho e Carolina Deslandes também subiram ao palco numa noite que se desdobrou em diferentes ambientes e diversos apontamentos cenográficos que foram acompanhando, com detalhes bem pensados, cada canção", foi assim que descrevemos a grande estreia da jovem cantora na sala lisboeta. Aqui o artigo na íntegra.  


Diogo Piçarra mostrou(-se) "SNTMNTL" aos fãs e com uma série de convidados ao lado 

Em abril, depois de no passado ter enchido a portuense Super Bock Arena, Diogo Piçarra atuou no Sagres Campo Pequeno, em Lisboa. Tal como aconteceu no Porto, a passagem pela sala lisboeta serviu para mostrar "SNTMNTL", o disco que editou no início de março e que chegou com o propósito de preservar a capacidade vital dos sentimentos humanos na acelerada robotização dos tempos. É urgente preservar, como se de ouro se tratasse, a "experiência humana" e todas as suas nuances emocionais na emergente era da aparente frieza tecnológica. A mensagem era esta. E até um manifesto se escutou.

Apesar do cenário árido e futurista, a experiência na arena de Lisboa foi, sobretudo, humana. Pedro Abrunhosa, Van Zee, Frankieontheguitar, JÜRA, Sofia Martín e Bispo foram "convocados" do músico farense. 


Também em 2024, os Simple Minds atuaram Campo Pequeno, em Lisboa, e a norte-americana Patti Smith mostrou a alma no (no festival Jardins do Marquês), em Oeiras. 

Celine Dion comoveu o mundo com um hino de amor

A cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, que decorreram de 26 de julho a 11 de agosto na capital francesa, ficou marcada pela atuação de Celine Dion na Torre Eiffel. Dion, que apareceu vestida de branco, cantou, com a voz segura, forte e suprema, 'Hymne A L'Amour', de Edith Piaf, um dos símbolos maiores da cultura francesa. Paris silenciou-se para escutá-la. Foi o regresso emotivo da cantora canadiana aos palcos depois de ter sido diagnosticada com Síndrome de Pessoa Rígida - doença neurológica que em 2021 levou ao cancelamento da fatia europeia da digressão "Courage World Tour" e que a incapacitou durante algum tempo, chegando a impedi-la de cantar. 


A celebração de Madonna em Copacabana 
 
Depois dos concertos na Europa (incluindo Portugal) e na América do Norte, Madonna fechou a digressão "The Celebration" no Rio de Janeiro com um concerto grátis. A norte-americana atuou para mais de um milhão e meio de pessoas. A celebrar 40 anos de carreira, a Rainha da Pop conseguiu que o espetáculo figurasse no top cinco dos concertos com mais público de sempre. Na Praia de Copacabana quem, no entanto, segura a coroa é Rod Stewart, que conseguiu mais de 4 milhões de pessoas no público em 1994.