2025 na música: o ano ao vivo

Concertos ou momentos ao vivo que marcaram o ano.

O regresso dos Silence 4

Ano de celebração dos 30 anos de Silence 4 com salas esgotadas e datas extra anunciadas para que o maior número de pessoas possível pudesse assistir ao regresso do grupo de Leiria aos palcos. 

A banda, composta por David Fonseca, Tozé Pedrosa, Sofia Lisboa e Rui Costa, encheu salas em Leiria (Teatro José Lúcio da Silva), no Porto (Super Bock Arena) e em Lisboa (MEO Arena). Pode ler a reportagem do jornalista Gonçalo Palma de um dos concertos na ampla sala lisboeta



Operação: celebrar os GNR 


Em novembro, os GNR voltaram a uma das salas mais memoráveis do histórico ao vivo do grupo e onde foi gravado o célebre "In Vivo", em 1990. O Coliseu dos Recreios, em Lisboa, fez parte do circuito Operação STOP  - celebração que, além de ter enchido duas vezes a sala lisboeta, lotou o Coliseu do Porto, a 18 e 19 de outubro.

Foi a festa dos 45 anos do histórico Grupo Novo Rock – eles que foram dos primeiros do rock português a pôr os pés no palco dos coliseus ou a encher estádios de futebol, como aconteceu no Estádio José Alvalade em 1992 e no Estádio das Antas em 1993. Os concertos contaram com convidados especiais, como Samuel Úria, Gisela João e os filhos do trio lendário portuense. Saiba tudo o que aconteceu na segunda noite no Coliseu de Lisboa. Aqui a homenagem que a Rádio Comercial fez à banda portuense


Outra celebração, a dos 45 anos dos Xutos & Pontapés  

A MEO Arena rebentou pelas costuras em fevereiro para a celebração do 45.º aniversário dos Xutos & Pontapés – outros gigantes da música portuguesa. A banda levou ao palco o espetáculo "Olá, Vida Malvada" - concerto que na altura foi relatado pelo jornalista Gonçalo Palma.  

Miguel Araújo celebrou 20 anos de canções no Porto e em Lisboa 

O músico portuense esgotou quatro concertos para celebrar 20 anos de carreira. Miguel Araújo deu três concertos na Super Bock Arena, no Porto, e estreou-se na MEO Arena, em Lisboa, para fazer a festa de duas décadas de canções. 

O músico passou pelas várias fases do seu trilho musical, passando por temas mais recentes mas também por clássicos que toda a gente tem na ponta da língua. Além disso, o palco encheu-se de amigos de Araújo, como Rui Veloso, João Só, António Zambujo, Os Quatro e Meia, entre outros.

Créditos: Fotografia de abertura  (Inês Lourenço, MEO Arena), restantes Luís Lagadouro

Acompanhado por uma banda composta por João Martins (saxofone e direção musical), Rui Reis (saxofone barítono), Rui Pedro Silva (trompete), Paulo Perfeito (trombone), Joana Almeirante (voz e guitarra), Pedro Romualdo (guitarra), Pedro Santos (baixo), Bruno Ribeiro (vibrafone), Mário Costa (bateria), Diogo Santos (teclados e voz) e Luís Megre Beça (percussão). 

Imagine Dragons na Luz: "a vossa vida vale sempre a pena"

“Imagine-se. Os dragões foram à Luz e todos os que estavam no estádio (cerca de 60 mil) torceram efusivamente por eles. Vibraram com eles, cantaram com eles e refletiram com eles. E foram muitas as pessoas que se acomodaram no amplo recinto para o regresso do grupo de Las Vegas, que desta vez voltou a Portugal sem Daniel Platzman, o baterista que deixou a banda em 2024. É a sexta vez que os temos por cá. Prometeram voltar”, assim começa a reportagem que fizemos do concertos que os Imagine Dragons deram em junho no Estádio da Luz. 

A banda norte-americana voltou a Portugal no âmbito da digressão "LOOM" - circuito que serviu o álbum com o mesmo nome, editado em junho do ano passado, sendo o sexto da discografia que assinam. Leia a reportagem na íntegra

Guns N’ Roses fizeram Coimbra estremecer 

A banda histórica norte-americana atuou a 6 de junho no Estádio Cidade de Coimbra - concerto inserido na digressão "Because What You Want & What You Get Are Two Completely Different Things". O jornalista Gonçalo Palma esteve no meio dos fiéis gunners para relatar tudo o que aconteceu por lá.

Kendrick Lamar e SZA foram enormes no Restelo. Dois astros, dois concertos numa só experiência

A Grand National Tour estacionou em agosto no Estádio do Restelo - "uma das 13 paragens na Europa do circuito que junta Kendrick Lamar a SZA na maior digressão partilhada na história. Ao todo são 39 datas, incluindo as da América do Norte onde a digressão arrancou em abril. O estádio, claro, encheu. Difícil foi encontrar um lugar vazio por ali e na área circundante do recinto. Para muitos, a proeza de entrar para a zona da relva não foi a tarefa mais fácil do mundo. Ao redor do estádio, mesmo com as portas abertas, vimos pessoas alinhadas em filas aparentemente intermináveis, que, pelo que pudemos perceber, demoraram a escoar. Ouvimos sotaques de vários pontos do país e idiomas de lugares mais longínquos. Todos com um único ponto de convergência: o estádio do Restelo. Avistámos fãs de Kendrick Lamar, fãs de SZA e admiradores de ambos - os mais sortudos de todos. Dois concertos numa experiência monumental que ficará, certamente, alojada na memória de quem a viveu", lê-se na reportagem do espetáculo que juntou os dois artistas.

Olivia Rodrigo, uma das estreias no NOS Alive

A norte-americana atuou no palco NOS a 11 de julho, arrastando para a euforia uma multidão no Passeio Marítimo de Algés. O norte-americano Benson Boone estreou-se também no palco principal do festival de Algés, dando um dos concertos mais gabados da edição deste ano. Finneas transformou o palco Heineken numa casa acolhedora repleta de amigos e os Muse homenagearam o jogador português Diogo Jota

E já que falamos de Benson Boone...

Em abril, o norte-americano protagonizou (e viralizou) um dos grandes momentos do famoso festival californiano Coachella. Boone cantou o clássico e monumental 'Bohemian Rhapsody' (dos Queen) ao lado de Brian May, o histórico guitarrista da banda britânica. 

May surpreendeu o público do festival quando entrou no palco a meio do tema que Freddie Mercury compôs há meio século e que foi editado pelos Queen com o álbum "A Night at the Opera".


Shawn Mendes passou "cá por casa" em agosto

"Shawn Mendes regressou aos palcos após um período de recolhimento, autorreflexão e autodescoberta, que foi motivado por questões relacionadas com a saúde mental. Episódios de ansiedade e ataques de pânico levaram-no, em 2022, a cancelar a digressão "Wonder", circuito que passaria por Lisboa em 2023. Honesto com a sua vulnerabilidade, o que é, na verdade, um heroico sinal de força, o luso-descendente nunca escondeu a batalha interna dos fãs. "Shawn", o álbum que editou em 2024, é um manifesto cru disso mesmo. Chegou com o tom confessional e sincero de quem abre o espaço da intimidade emocional com quem o escuta", começa a reportagem do concerto que escrevemos após o espetáculo em Lisboa.


"A arena lisboeta (que estava à pinha) foi também esse espaço - um lugar autêntico de partilha de quem acabara de chegar a casa. 'Tenho aqui muita família de Portugal esta noite. Vim cá algumas vezes quando era novo mas nestes últimos dias estive perto da costa. E quando estava a olhar para a água tive mesmo a sensação de que estava a voltar a casa. Sempre me debati com o sentimento de pertença. E quando venho a Portugal sinto que pertenço. Obrigado por isso', disse Shawn, filho de pai algarvio e mãe canadiana. 'Sinto muito orgulho em ser português. Os portugueses são muito amáveis', acrescentou, às tantas, arrancando gritos em massa do público que o acolheu 'em casa' de braços abertos, continua o texto que pode ler na íntegra aqui.

Corações ao alto, os Mumford & Sons passaram pelo Campo Pequeno

Os Mumford & Sons regressaram em novembro “a Lisboa com "Rushmere" (álbum editado em março) "debaixo do braço". É o primeiro disco que os britânicos editam em sete anos e o primeiro sem Winston Marshall (o homem do banjo) que saiu da banda em 2021 devido a um controverso desalinhamento político. Importa contextualizar que Rushmere é o nome de um lago com história para o trio. Localizado em Wimbledon Common, no sudoeste de Londres, foi ao pé deste lago londrino que Marcus Mumford, Ben Lovett e Ted Dwane uniram intenções e decidiram formar uma banda. Em 2009, editaram "Sigh No More" – o aclamado álbum de estreia que semeou o folk-rock nos gostos mais trendy da época.

Evocar o lago no título do álbum mais recente mostra que os três músicos querem revitalizar as raízes – mesmo que, ao longo do tempo, tenham segurado as sementes com as mãos bem apertadas. O alinhamento da atual digressão passa pelo disco novo, revela canções que ainda não foram editadas mas também dá um espaço substancial aos dois primeiros álbuns - o tal "Sigh No More" e "Babel", o segundo disco que saiu em 2012. Ainda assim, a primeira a ser tocada ontem à noite em Lisboa foi 'Run Together' – canção que foi estreada nesta digressão e que aponta para o que está ao virar da esquina. 'Conversation With My Son (Gangsters & Angels)' – outra fresquinha e promissora de um futuro em terreno criativo fértil – ficou guardada para o final do concerto”. A reportagem do concerto começou assim. Pode ler o resto e ver a galeria de imagens do espetáculo aqui

The Hives no Campo Pequeno: foi uma noite de reis

Este foi o título escolhido pelo jornalista Gonçalo Palma para a reportagem que fez do concerto que a banda sueca deu em Lisboa em novembro. "Pelle não é Pelé mas atuou 90 minutos. Este Pelle - Pelle Almqvist, vocalista dos Hives, entendamo-nos - joga pelo real, isto é, pela realeza, que parece mais do que um encargo promocional ligado ao mais recente álbum 'The Hives Forever Forever the Hives'. O concerto acabou com a coroação de Pelle Almqvist como rei, quase a reviver a capa do último disco, com a banda retratada no trono. Mas isso foi já próximo da meia-noite", escreveu o nosso jornalista. Saiba como correu o reinado dos Hives ao longo da noite

Outro reinado, o de Tate McRae 

Em maio, a canadiana começou a fatia europeia da digressão "Miss Possessive" em Portugal. O circuito passou depois por Espanha, Alemanha, Bélgica, Irlanda, Escócia, Inglaterra, França, Países Baixos, Suécia, Polónia, Áustria, Chéquia, Itália e Suíça. 
A cantora e compositora, que esgotou o Coliseu de Lisboa em 2024, regressou à capital, desta vez à MEO Arena, com o álbum "So Close To What", registo editado em fevereiro e o terceiro longa-duração que deu aos fãs que tem conquistado, a grande velocidade, pelo mundo fora. Leia a reportagem.

James Arthur de novo nos carris

"Talvez o momento mais sensível do concerto de duas horas de James Arthur neste domingo, no Campo Pequeno, em Lisboa, tenha sido a forma sincera como recordou o seu colapso anímico em 2019, numa hecatombe de saúde mental, que o levou a largar um concerto a meio e a cancelar toda uma digressão. James Arthur contou-nos isto tudo. Este discurso nem sequer foi longo e serviu de mote para a interpretação da sua canção sobre saúde mental, ‘Train Wreck’, já o espetáculo estava em andamento há mais de uma hora". O músico atuou em novembro na sala lisboeta. Gonçalo Palma, para não variar, esteve lá.

One Republic trazem a "Lisboa em festa" até ao MEO Arena

"One Republic escolheram Lisboa como última paragem para a digressão 'Escape to Europe'. Depois de passarem por mais de vinte cidades, o grupo despede-se da Europa com o retorno a Portugal depois de onze anos. Nesta noite, no MEO Arena, nenhum êxito ficou de fora e o público acompanhou cada segundo", começou por escrever a jornalista Mariana Serrano sobre a passagem dos norte-americanos por solo português. Pode ler o texto na íntegra aqui.  

A noite dos Counting Crows no Coliseu de Lisboa

"Dez anos após o concerto no festival NOS Alive, o coletivo de São Francisco subiu ao palco do emblemático Coliseu dos Recreios, em Lisboa, para uma experiência mais recatada e exclusiva com os fãs. O espetáculo, que cruzou momentos mais íntimos e serenos com outros mais espevitados, serviu, sobretudo, para mostrar as novidades criativas do grupo sem, porém, deixar de lado os temas que edificaram a carreira da banda", lê-se na reportagem do concerto que pode ler aqui.

Ao longo de 2025, ainda fizemos a cobertura de mais uma série de espetáculos, como o do veterano Rod Stewart na MEO Arena, o do colombiano Maluma também na MEO Arena ou o dos Skunk Anansie no Campo Pequeno, em Lisboa. Pode procurar outros concertos na área de pesquisa do nosso site. 

O último concerto dos Black Sabbath e de Ozzy Osbourne 

Os históricos Black Sabbath deram o último concerto da em 2025. O super e histórico concerto acabaria por ser o último de Ozzy Osbourne que morreu poucas semanas depois.  

“Back To The Beginning” (de volta às origens) foi também a reunião de a reunião de Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward que não atuam juntos há cerca de duas décadas.

A reunião e a despedida aconteceu em Birmingham, Inglaterra - de onde a banda é originária.  
O diretor musical do espetáculo foi Tom Morello (dos Rage Against The Machine).

Pelo palco montado em Villa Park passaram nomes como os Metallica, Guns N' Roses, Slayer, Ronnie Wood (dos Rolling Stones), Steven Tyler (dos Aerosmith), Tom Morello (Rage Against the Machine), Rival Sons, Tool, Pantera, Lamb of God, Alice In Chains, Mastodon, Gojira, entre outros. O "festival" contou ainda com "supergrupos" que misturaram vários artistas.   

Kendrick Lamar, o herói do Super Bowl  

Kendrick Lamar foi o protagonista do intervalo do Super Bowl de 2025. Foi halftime show mais visto de sempre, com mais de 133 milhões de visualizações, 38 milhões das quais no YouTube.

O ator Samuel L. Jackson foi um dos convidados surpresa da atuação, aparecendo como Uncle Sam, com chapéu de cartola com as cores e estrelas da bandeira dos Estados Unidos, para apresentar os temas do rapper. 

Kendrick Lamar interpretou 11 músicas em 13, tendo contado com participação de SZA nos temas 'Luther' e 'All the Stars'. O músico teve como dançarina a tenista Serena Williams, ex-namorada de Drake, com quem Lamar tem tido várias polémicas.

O regresso emotivo de Lewis Capaldi ao palco do Glastonbury

Em 2023, o músico escocês teve dificuldades a atuar no festival inglês devido à síndrome de Tourette que o limitou durante o concerto.  
Durante a atuação, que viralizou nas redes sociais, Capaldi acabou por ser amparado pelo público que o ajudou a cantar resto de 'Someone You Loved' - canção que fechou o alinhamento do espetáculo que acabou por levar o músico a tomar uma decisão. 

As dificuldades que sentiu há dois anos levaram Capaldi a afastar-se da ribalta, tendo voltado ao palco do famoso festival este ano. O retorno ao palco Pyramide – no final de junho de 2025 - foi emotivo tanto para Capaldi como para os fãs.  O concerto surpresa durou pouco mais de 30 minutos e fechou novamente com o single 'Someone You Loved'. "Hoje vou dar um concerto pequeno mas só queria vir aqui terminar o que não consegui terminar da última vez", disse o músico ao público que estava presente.


Lady Gaga, rainha no Brasil 

Em maio, Lady Gaga entrou para a história da música como a mulher artista com mais público num espetáculo. Assistiram ao concerto gratuito na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, 2,1 milhões de pessoas.

Em dezembro do ano passado, no mesmo local, Madonna tinha conseguido uma assistência de 1,6 milhões de pessoas. 

O recorde de um concerto com mais público pertence a Rod Stewart: na passagem de ano de 1994 para 1995, assistiram ao concerto do cantor britânico, também na praia de Copacabana, 4,2 milhões de pessoas. 
 

Nirvana no FireAida, o evento solidário com as vítimas dos incêndios de janeiro em Los Angeles

O evento de ajuda às vítimas dos fogos em Los Angeles, o FireAid, contou com uma surpresa: o regresso dos Nirvana em palco, com a presença dos três membros vivos: os efetivos Krist Novoselic (no baixo) e Dave Grohl (na bateria) e o guitarrista Pat Smear (que fez parte da entourage da última digressão da banda de Seattle enquanto músico ao vivo). Para a frente do palco, os Nirvana contaram com quatro cantoras no lugar de Kurt Cobain: St. Vincent interpretou 'Breed', Kim Gordon (ex-Sonic Youth) pegou em 'School', Joan Jett (ex-Runaways) deu voz a 'Territorial Pissings' e a filha de Dave Grohl, Violet, vocalizou 'All Apologies'.

Chappell Roan e Elton John, um dos duetos mais animados do ano

Chappell Roan e Elton John protagonizaram um dos momentos da noite dedicada aos Óscares em março. O momento aconteceu na festa pós-cerimónia que o músico organiza em nome da AIDS Foundation Academy ao lado do marido David Furnish.  

Chappell Roan subiu ao palco da festa para um dueto com o anfitrião. Os dois cantaram 'Pink Pony Club' (de Roan) e 'Don’t Let the Sun Go Down on Me' (de Elton John). A cantora de 27 anos também deu voz a 'Your Song', tema que o britânico editou em 1970.